Cem mil dólares!

Pica-Pau tem quase duzentos episódios em suas encarnações mais clássicas, até 1972. “O Pica-Pau Come Fora” (Woody Dines Out, 1945) é um dos meus favoritos.

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O prêmio de cem mil dólares que fazia o taxidermista sonhar, se atualizado para os valores de hoje, é de aproximadamente um milhão e quatrocentos mil. Ou seja, com uma boa pesquisa de preços, realmente dá para comprar aquelas coisas que ele sonha ter.

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Pelo mesmo motivo, aquela história saudosa brasileira do “Kinder Ovo que custava R$ 1 e hoje custa muito mais” não quer dizer muita coisa. Seus pais provavelmente sentiam a mesma dor no bolso que você sente hoje ao comprar esse chocolate.

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Zucchero

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Como obra do acaso, Zucchero marcou um show na minha cidade, num domingo e a preços (até que) acessíveis. A coisa mais sensata que fiz por mim foi minimizar qualquer lógica mesquinha e reconhecer que era um dever ir. Eu não podia ter perdido a oportunidade de vê-lo. Ainda bem que não perdi, porque foi e está sendo delicioso compreender o que foram aqueles momentos.

Zucchero é um sujeito curioso que parece personagem de livro infantil. Misterioso, meio rabujo, sempre de cartola, fiel ao rei e que parece até guardar um saquinho com pó mágico no bolso para situações de emergência. Conheci sua figura numa propaganda de tevê insistente que promovia o álbum “Greatest Hits”, lá em 1996. Até no intervalo dos desenhos da manhã passavam aqueles 30 segundos mágicos que tocavam um pedacinho de Il Volo e outro de Menta e Rosmarino.

Mas agora é 2017. Ele estava com o corpo cansado, não sei se pela turnê, pela vida ou pelo dia em específico. Mas não demorou muito pra dizer no microfone: “Vocês estão autorizados a dançar”. A luz da platéia se acendeu, todos levantaram e esqueceram qualquer elegância. Foi muito bacana ver o que uma música como Vedo Nero faz com uma massa de adultos sérios. E que bacana, essa é uma música até que recente (2010), mas com a mesma vivacidade que me cativou em Il Volo ou Con Le Mani, muito mais antigas. Para mim, Zucchero é um artista de sorte, que continua em plena conexão com o que faz.

E falando em Il Volo, a performance dessa música foi especial. É um privilégio ouvir as texturas dos instrumentos e aquela voz. Se eu tivesse que resumir o que me faz gostar de sua obra, podia tocar essa música para explicar.

No último ato do show, a plateia resolve ignorar outro código de conduta: o dos assentos marcados. Quem estava disposto saiu correndo para ver mais um punhadinho de músicas, agora colados no palco e sem distrações. Zucchero passou cumprimentando a todos que estavam ali e até eu tive meu momento fanzoca e dei-lhe a mão. O que pude sentir naqueles segundos é que, pela análise da maciez da pele, a vida tem lhe tratado muito bem. Fico feliz!

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Peraí

ja_eh

“As coisas são invisíveis se você não para para reparar”

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Don’t break the habit

Nunca parece ser tarde demais para as coisas óbvias.

1. Assim que completamos o “ritual diário”, nossos deveres, sentimos os efeitos da dopamina. Prazer; sensação de realização. A engenharia das redes sociais também está de olho no mesmo hormônio. Talvez por isso que elas sejam tão irresistíveis.

2. Faz parte da natureza humana querer evitar perdas. O desejo de não perder é até maior que o desejo de ganhar algo novo. Então, se um hábito permanece invicto por um longo período, o desejo de não quebrá-lo motivará sua continuidade.

(Don’t Break the Chain Method @ Freedom in Thought)

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Churrasco com maionese

baixe o escudo,
solte a respiração.
aproveite e
faça isso com sons

poupe os olhos de mim,
mire para o seu infinito.
esqueça a língua
e a linguagem também

que tal
uma soneca na rede?
você ali e eu cá,
de barriga cheia e sem sapatos

esvazie-se e
façamo-nos companhia
no mais singelo dos pactos

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